• O Amor mora aqui!

    Nossa história, valores e princípios







    NÓS, OS BATISTAS - ORIGEM E DESENVOLVIMENTO 

    O nome “batista” vem da palavra “batismo”. Foi dada pela primeira vez a um grupo de cristãos na Inglaterra, no século XVII, que batiza aqueles que vinham fazer parte dele.
    A origem dos batistas possui algumas teorias. Uns afirmam que vêm desde os primórdios da fé cristã, paralelamente à história oficial. Outra corrente diz que os batistas originaram-se dos anabatistas, que rejeitavam o batismo infantil, defendiam a separação entre Igreja e Estado e só batizavam pessoas que conscientemente confessavam sua fé em Cristo Jesus. Outra teoria diz que surgiram como segmento separatista dos anglicanos, por não aceitar a forma romana da mesma.
    A primeira igreja chamada batista, na forma como conhecemos hoje, foi organizada em Amsterdã, em 1609 por John Smyth, que era formado pela Universidade de Cambridge e que tinha ido refugiar-se na Holanda por causa da perseguição religiosa na Inglaterra. Mas pouco tempo depois essa igreja fundiu-se aos menonitas, um outro grupo cristão da reforma.
    Em 1612, Thomas Helwys, advogado, batizado por Smyth, retornou à Londres com outros irmãos e organizou a primeira igreja batista em solo inglês. Ele morreu na prisão em 1615 por reivindicar a liberdade de consciência para todos. Desde então os batistas cresceram e se organizaram na Inglaterra e em outros países da Europa.
    Com a perseguição religiosa na Inglaterra ainda intensa, alguns grupos refugiaram-se na América do Norte. Em 1631 chegou Roger Williams (Boston) e em 1644 John Clark (Newport), que organizaram as primeiras igrejas com princípios batistas.
    Hoje, os batistas são um dos maiores e mais representativos grupos cristãos da história, desde a reforma protestante do século XVI, graças a seu espírito missionário. Somos mais de 35 milhões de batista em todo o mundo, sendo os Estados Unidos da América o maior país batista com cerca de 27 milhões de batistas.

    OS BATISTAS NO BRASIL

    O primeiro pregador batista, de que se tem registro na história de missões no Brasil, foi Thomas J. Bowen, que chegou no Rio de Janeiro em 1859, mas retornou aos Estados Unidos da América em 1861 sem organizar nenhuma igreja. Bowem teve problemas de saúde por causa do clima.
    Outro trabalho batista começou em 1871, com um grupo de colonos norte-americanos, em Santa Bárbara (SP), que logo desapareceu por não evangelizar em língua portuguesa.
    Somente em 02 de março de 1881 chega ao Brasil o casal norte-americano William e Ana Bagby, e em 04 de março de 1882 o casal compatriota Zachary e Kate Taylor. Juntos, fundaram a primeira igreja batista em solo brasileiro na cidade de Salvador (BA). Na organização do trabalho havia um único brasileiro, Antonio Teixeira de Albuquerque, um padre que converteu-se ao evangelho de Jesus, sendo logo ordenado ao ministério.

    OS BATISTAS EM PARANAÍBA

    Em 1925, na fazenda Campeiro, de propriedade do casal Bartolomeu Agostinho de Oliveira e Maria Oliveira, deu-se o início do trabalho batista na cidade de Paranaíba. Os proprietários reuniam-se com outros irmãos aos domingos, entre eles: Graciana Batista da Silva, Simeão Faria da Silva, Amélia Faria da Silva e Helena Honorato, a fim de cultuar ao nosso Deus. Uma pequena capela de tábua era usada pelos irmãos e pelos interessados que dia a dia iam sendo acrescentados, segundo a graça de Deus.
    Sentindo a necessidade de cumprir a ordenança do batismo e de organizar liderança, o irmão Simeão Faria, representando toda a irmandade, foi a cidade de Três Lagoas em busca de um Pastor. Foi assim que o Pr. João Gregório Urbieta, pastor efetivo da Igreja Batista daquela cidade, passou a visitar a pequena congregação a cada três meses. Desde então a congregação passou a pertencer à Igreja Batista de Três Lagoas. Nesta ocasião foram batizados os seguintes irmãos: Amélia Faria da Silva, Ana Pedra, Aurora da Silva, Bartolomeu Agostinho de Oliveira, Maria Oliveira, Dalvina Honorato, Graciana Batista da Silva, Helena Honorato, Isaura Faria da Silva, João Faria da Silva, Lázara Faria da Silva, Luíza Faria da Silva, Manoel Faria da Silva, Maria Osória da Silva, Maria Ferreira de Moura, Mariana Cândida de Jesus, Nair Garcia da Silva, Simeão Faria da Silva e Tereza Faria da Silva.
    Por motivos particulares, os irmãos Bartolomeu e Maria Oliveira venderam a fazenda Campeiro, desfazendo-se, temporariamente, a congregação por falta de local de reunião. Foi assim que a fazenda dos irmãos Manoel Faria da Silva e Maria Ferreira de Moura e passou a ser local de reunião daquela congregação, o que ocorria todos os domingos pela manhã e a noite. Foi nesta mesma época que mudou-se para uma fazenda vizinha uma família de pernambucanos constituída por três casais cristãos, cujo líder era o irmão Augusto Menezes.
               Em 1930, paralelamente ao trabalho na fazenda Campeiro, um outro grupo de irmãos se desenvolvia aqui na cidade, mais precisamente na casa do casal Amaro Lamblem e Ana Catarina Lamblem e seus filhos. As reuniões eram realizadas na garagem de sua casa. Contavam, também, com as visitas o Pr Urbieta na assistência ao trabalho. A notícia do trabalho cristão no Figueira espalhou nas proximidades e tão logo soube, o irmão Ataniz Eduardo Lamblem, um dos filhos de Amaro Lamblem, passou a participar dos cultos naquela congregação.
    Na década de 40, os irmãos pernambucanos Augusto Menezes, João Furtado, e João Gomes e respectivas famílias mudaram-se para a cidade. Nesta época a irmã Ana Miranda possuía uma chácara nos limites da cidade, (hoje AABB), que foi colocada à disposição do trabalho do Senhor. Foi lá que surgiu pela primeira vez a ideia de se construir um templo, já sonhando com a emancipação da congregação, que ainda fazia parte da Igreja de Três Lagoas. Com terreno e mão-de-obra doados pelo irmão Lázaro Ferreira de Moura, a madeira pelo irmão Ataniz Eduardo Lamblem e os tijolos pelo irmão Ermínio Teodoro, foi erguido o primeiro templo da Primeira Igreja Batista em Paranaíba.
    Mais tarde, mais precisamente em 14 de outubro de 1951, a congregação foi efetivamente organizada em Igreja, sob a direção do Pastor Pedro de Souza Brandão, sendo este o primeiro pastor efetivo da Igreja. Durante os anos em que o trabalho consolidou-se em Paranaíba, vários pastores lideram esta Igreja.
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    NOTA: A pesquisa sobre a história de nossa Igreja foi realizada pela irmã Gláucia Aparecida da Silva Faria Lamblém em 1997 para registros nos anais da Igreja. Uma síntese feita pelo Pr. João Marcos Rodrigues Pereira foi publicada pela primeira vez no livro do mensageiro da XXI Assembléia da ALIBAMS. A publicação da história sobre o surgimento dos Batistas em Paranaíba em nossa Agenda Eclesiástica sofreu apenas pequenas modificações, feitas pelo Pr. João Marcos,  no tocante ao trabalho realizado pela nossa querida irmã, a quem tributamos toda a gratidão pelo registro de nossa história.

    PACTO DAS IGREJAS BATISTAS

    Tendo sido levados pelo Espírito Santo de Deus a aceitar o Senhor Jesus Cristo como nosso único e suficiente salvador, e tendo sido batizados, sob profissão de fé, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, decidimo-nos unânimes, como um corpo em Cristo, firmar solene e alegremente, na presença de Deus e desta congregação, o seguinte pacto:
    COMPROMETEMO-NOS A:
     - auxiliados pelo Espírito Santo, andar sempre unidos no amor cristão;
    - trabalhar para que esta igreja cresça no conhecimento da Palavra, na santidade, no conforto mútuo e na espiritualidade;
    - manter os seus cultos, suas doutrinas, suas ordenanças e sua disciplina;
    - contribuir liberalmente para o sustento do ministério, para as despesas da igreja, para o auxílio aos pobres e para a propagação do evangelho em todas as nações.
    COMPROMETEMO-NOS TAMBÉM A:
    - manter uma devoção particular, a evitar e condenar todos os vícios, a educar religiosamente os nossos filhos, a procurar a salvação de todo o mundo, a começar de nossos parente, amigos e conhecidos;
    - ser corretos em nossas transações, fiéis em nossos compromissos e exemplares em nossa conduta;
    - ser diligentes nos trabalhos seculares, evitar a detratação, a difamação e a ira, sempre e em tudo visando à expansão do reino do nosso salvador.
    ALÉM DISSO, COMPROMETEMO-NOS A:
    - ter cuidado uns dos outros; a lembrar-nos uns dos outros nas orações; ajudar-nos mutuamente nas enfermidades e necessidades; cultivar relações francas e a delicadeza no trato; estar pronto a perdoar as ofensas, buscando, quando possível, a paz com todos os homens.
    Finalmente comprometemo-nos a, quando sairmos desta localidade para outra, unir-nos a uma outra igreja da mesma fé e ordem, em que possamos observar os princípios da Palavra de Deus e o espírito deste Pacto.
    O Senhor nos abençoe e proteja para que sejamos fiéis e sinceros até a morte.

    Declaração Doutrinária da Convenção Batista Brasileira 

    INTRODUÇÃO

    Os discípulos de Jesus Cristo que vieram a ser designados pelo nome batista se caracterizavam pela sua fidelidade às Escrituras e por isso só recebiam em suas comunidades, como membros atuantes, pessoas convertidas pelo Espírito Santo de Deus. Somente essas pessoas eram por eles batizadas e não reconheciam como válido o batismo administrado na infância por qualquer grupo cristão, pois, para eles, crianças recém-nascidas não podiam ter consciência de pecado, regeneração, fé e salvação. Para adotarem essas posições eles estavam bem fundamentados nos Evangelhos e nos demais livros do Novo Testamento. A mesma fundamentação tinham todas as outras doutrinas que professavam. Mas sua exigência de batismo só de convertidos é que mais chamou a atenção do povo e das autoridades, daí derivando a designação “batista” que muitos supõem ser uma forma simplificada de “anabatista”, “aquele que batiza de novo”.

    A designação surgiu no século 17, mas aqueles discípulos de Jesus Cristo estavam espiritualmente ligados a todos os que, através dos séculos, procuraram permanecer fiéis aos ensinamentos das Escrituras, repudiando, mesmo com risco da própria vida, os acréscimos e corrupções de origem humana.

    Através dos tempos, os batistas se têm notabilizado pela defesa destes princípios:

    1º) A aceitação das Escrituras Sagradas como única regra de fé e conduta.

    2º) O conceito de igreja como sendo uma comunidade local democrática e autônoma, formada de pessoas regeneradas e biblicamente batizadas.

    3º) A separação entre igreja e Estado.

    4º) A absoluta liberdade de consciência.

    5º) A responsabilidade individual diante de Deus.

    6º) A autenticidade e apostolicidade das igrejas.

    Caracterizam-se também os batistas pela intensa e ativa cooperação entre suas igrejas. Não havendo nenhum poder que possa constranger a igreja local, a não ser a vontade de Deus, manifestada através de seu Santo Espírito, os batistas, baseados nesse princípio da cooperação voluntária das igrejas, realizam uma obra geral de missões, em que foram pioneiros entre os evangélicos nos tempos modernos; de evangelização, de educação teológica, religiosa e secular; de ação social e de beneficência. Para a execução desses fins, organizam associações regionais e convenções estaduais e nacionais, não tendo estas, no entanto, autoridade sobre as igrejas; devendo suas resoluções ser entendidas como sugestões ou apelos.

    Para os batistas, as Escrituras Sagradas, em particular o Novo Testamento, constituem a única regra de fé e conduta, mas, de quando em quando, as circunstâncias exigem que sejam feitas declarações doutrinárias que esclareçam os espíritos, dissipem dúvidas e reafirmem posições. Cremos estar vivendo um momento assim no Brasil, quando uma declaração desse tipo deve ser formulada, com a exigência insubstituível de ser rigorosamente fundamentada na Palavra de Deus. É o que faz agora a Convenção Batista Brasileira, nos 19 artigos que seguem:


    I- Escrituras Sagradas

    A Bíblia é a Palavra de Deus em linguagem humana.1 É o registro da revelação que Deus fez de si mesmo aos homens.2 Sendo Deus seu verdadeiro autor, foi escrita por homens inspirados e dirigidos pelo Espírito Santo.3 Tem por finalidade revelar os propósitos de Deus, levar os pecadores à salvação, edificar os crentes e promover a glória de Deus.4 Seu conteúdo é a verdade, sem mescla de erro, e por isso é um perfeito tesouro de instrução divina.5 Revela o destino final do mundo e os critérios pelo qual Deus julgará todos os homens.6 A Bíblia é a autoridade única em matéria de religião, fiel padrão pelo qual devem ser aferidas as doutrinas e a conduta dos homens.7 Ela deve ser interpretada sempre à luz da pessoa e dos ensinos de Jesus Cristo.8

    1 Sl 119.89; Hb 1.1; Is 40.8; Mt 24.35; Lc 24.44,45; Jo 10.35; Rm 3.2; 1Pe 1.25; 2Pe 1.21
    2Is 40.8; Mt 22.29; Hb 1.1,2; Mt 24.35; Lc 16.29; 24.44,45;  Rm 16.25,26; 1Pe 1.25
    3 Ex 24.4; 2Sm 23.2; At 3.21; 2Pe 1.21
    4 Lc 16.29; Rm 1.16; 2Tm 3.16,17; 1Pe 2.2; Hb 4.12; Ef 6.17; Rm 15.4
    5 Sl 19.7-9; 119.105; Pv 30.5; Jo 10.35; 17.17; Rm 3.4; 15.4; 2Tm 3.15-17
    6 Jo 12.47,48; Rm 2.12,13
    7 2Cr 24.19; Sl 19.7-9; Is 8.20; 34.16; Mt 5.17,18;  At 17.11; Gl 6.16; Fp 3.16; 2Tm 1.13
    8 Lc 24.44,45; Mt 5.22,28,32,34,39; 11.29,30; 17.5;  Jo 5.39,40; Hb 1.1,2; Jo 1.1,2,14


    II- Deus

    O único Deus vivo e verdadeiro é Espírito pessoal, eterno, infinito e imutável; é onipotente, onisciente, e onipresente; é perfeito em santidade, justiça, verdade e amor.1 Ele é o criador, sustentador, redentor, juiz e Senhor da história e do universo, que governa pelo seu poder, dispondo de todas as coisas, de acordo com o seu eterno propósito e graça.2 Deus é infinito em santidade e em todas as demais perfeições.3 Por isso, a ele devemos todo o amor, culto e obediência.4 Em sua triunidade, o eterno Deus se revela como Pai, Filho e Espírito Santo, pessoas distintas mas sem divisão em sua essência.5

    1 Dt 6.4; Jr 10.1; Sl 139; 1Co 8.6; 1Tm 1.17; 2.5,6; Ex 3.14; 6.2,3; Is 43.15; Mt 6.9; Jo 4.24;  Ml 3.6; Tg 1.17; 1Pe 1.16,17
    2 Gn 1.1; 17.1; Ex 15.11-18; Is 43.3; At 17.24-26; Ef 3.11; 1Pe 1.17
    3 Ex 15.11; Is 6.1,2; 57.15; J34.10
    4 Mt 22.37; Jo 4.23,24; 1Pe 1.15,16
    5 Mt 28.19; Mc 1.9-11; 1Jo 5.7; Rm 15.30; 2Co 13.13; Fp 3.3

    1- Deus Pai

    Deus, como Criador, manifesta disposição paternal para com todos os homens.1 Historicamente ele se revelou primeiro como pai ao povo de Israel, que escolheu consoante os propósitos de sua graça.2 Ele é Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, a quem enviou a este mundo para salvar os pecadores e deles fazer filhos por adoção.3 Aqueles que aceitam a Jesus Cristo e nele creem são feitos filhos de Deus, nascidos pelo seu Espírito, e, assim, passam a tê-lo como Pai celestial, dele recebendo proteção e disciplina.4

    1 Is 64.8; Mt 6.9; 7.11; At 17.26-29; 1Co 8.6; Hb 12.9
    2 Ex 4.22,23; Dt 32.6-18; Is 1.2,3; 63.16; Jr 31.9
    3 Sl 2.7; Mt 3.17; 17.5; Lc 1.35; Jo 1.12
    4 Mt 23.9; Jo 1.12,13; Rm 8.14-17; Gl 3.26; 4.4-7; Hb 12.6-11

    2- Deus Filho

    Jesus Cristo, um em essência com o Pai, é o eterno Filho de Deus.1 Nele, por ele e para ele foram criadas todas as coisas.2 Na plenitude dos tempos ele se fez carne, na pessoa real e histórica de Jesus Cristo, gerada pelo Espírito Santo e nascido da Virgem Maria, sendo, em sua pessoa, verdadeiro Deus e verdadeiro homem.3 Jesus é a imagem expressa do seu Pai, a revelação suprema de Deus ao homem.4 Ele honrou e cumpriu plenamente a lei divina e revelou e obedeceu toda a vontade de Deus.5 Identificou-se perfeitamente com os homens, sofrendo o castigo e expiando a culpa de nossos pecados, conquanto ele mesmo não tivesse pecado.6 Para salvar-nos do pecado, morreu na cruz, foi sepultado e ao terceiro dia ressurgiu dentre os mortos e, depois de aparecer muitas vezes a seus discípulos, ascendeu aos céus, onde, à destra do Pai, exerce o seu eterno sumo sacerdócio.7 Jesus Cristo é o único Mediador entre Deus e os homens e o único e suficiente Salvador e Senhor.8 Pelo seu Espírito ele está presente e habita no coração de cada crente e na igreja.9 Ele voltará visivelmente a este mundo em grande poder e glória, para julgar os homens e consumar sua obra redentora.10

    1 Sl 2.7; 110.1; Mt 1.18-23; 3.17; 8.29; 14.33; 16.16,27; 17.5; Mc 1.1; Lc 4.41; 22.70; Jo 1.1,2; 11.27; 14.7-11; 16.28
    2 Jo 1.3; 1Co 8.6; Cl 1.16,17
    3 Is 7.14; Lc 1.35; Jo 1.14; Gl 4.4,5
    4 Jo 14.7-9; Mt 11.27; Jo 10.30,38; 12.44-50; Cl 1.15,19; 2.9; Hb 1.3
    5 Is 53; Mt 5.17; Hb 5.7-10
    6 Rm 8.1-3; Fp 2.1-11; Hb 4.14,15; 1Pe 2.21-25
    7 At 1.6-14; Jo 19.30,35; Mt 28.1-6; Lc 24.46; Jo 20.1-20; At 2.22-24; 1Co 15.4-8
    8 Jo 14.6; At 4.12; 1Tm 2.4,5; At 7.55,56; Hb 4.14-16; 10.19-23
    9 Mt 28.20; Jo 14.16,17; 15.26; 16.7; 1Co 6.19
    10 At 1.11; 1Co 15.24-28; 1Ts 4.14-18; Tt 2.13

    3- Deus Espírito Santo

    O Espírito Santo, um em essência com o Pai e com o Filho, é pessoa divina.1 É o Espírito da verdade.2 Atuou na criação do mundo e inspirou os homens a escreverem as Sagradas Escrituras.3 Ele ilumina os homens e os capacita a compreenderem a verdade divina.4 No dia de Pentecostes, em cumprimento final da profecia e das promessas quanto à descida do Espírito Santo, ele se manifestou de maneira singular, quando os primeiros discípulos foram batizados no Espírito, passando a fazer parte do Corpo de Cristo que é a Igreja. Suas outras manifestações, constantes no livro Atos dos Apóstolos, confirmam a evidência de universalidade do dom do Espírito Santo a todos os que creem em Cristo.5 O recebimento do Espírito Santo sempre ocorre quando os pecadores se convertem a Jesus Cristo, que os integra, regenerados pelo Espírito, à igreja.6 Ele dá testemunho de Jesus Cristo e o glorifica.7 Convence o mundo do pecado, da justiça e do juízo.8 Opera a regeneração do pecador perdido.9 Sela o crente para o dia da redenção final.10 Habita no crente.11 Guia-o em toda a verdade.12 Capacita-o a obedecer a vontade de Deus.13 Distribui dons aos filhos de Deus para a edificação do Corpo de Cristo e para o ministério da Igreja no mundo.14 Sua plenitude e seu fruto na vida do crente constituem condições para uma vida cristã vitoriosa e testemunhante.15

    1 Gn 1.2; J23.13; Sl 51.11; 139.7-12; Is 61.1-3;  Lc 4.18,19 ; Jo 4.24; 14.16,17; 15.26; Hb 9.14; 1Jo 5.6,7; Mt 28.19
    2 Jo 16.13; 14.17; 15.26
    3 Gn 1.2; 2Tm 3.16; 2Pe 1.21
    4 Lc 12.12; Jo 14.16,17,26; 1Co 2.10-14; Hb 9.8
    5 Jl 2.28-32; At 1.5; 2.1-4;     24.29; At 2.41; 8.14-17; 10.44-47; 19.5-7; 1Co 12.12-15
    6 At 2.38,39; 1Co 12.12-15
    7 Jo 14.16,17; 16.13,14
    8 Jo 16.8-11
    9 Jo 3.5; Rm 8.9-11
    10 Ef 4.30
    11 Rm 8.9-11
    12 Jo 16.13
    13 Ef 5.16-25
    14 1Co 12.7,11; Ef 4.11-13
    15 Ef 5.18-21; Gl 5.22,23; At 1.8


    III- O Homem

    Por um ato especial, o homem foi criado por Deus à sua imagem e conforme a sua semelhança e disso decorrem o seu valor e dignidade.1 Seu corpo foi feito do pó da terra e para o mesmo pó há de voltar.2 Seu espírito procede de Deus e para ele retornará.3 O criador ordenou que o homem domine, desenvolva e guarde a obra criada.4 Criado para a glorificação de Deus.5 Seu propósito é amar, conhecer e estar em comunhão com seu Criador, bem como cumprir sua divina vontade.6 Ser pessoal e espiritual, o homem tem capacidade de perceber, conhecer e compreender, ainda que em parte, intelectual e experimentalmente, a verdade revelada, e tomar suas decisões em matéria religiosa, sem mediação, interferência ou imposição de qualquer poder humano, seja civil ou religioso.7

    1 Gn 1.26-31; 18.22; 9.6; Sl 8.1-9; Mt 16.26
    2 Gn 2.7; 3.19; Ec 3.20; 12.7
    3 Ec 12.7; Dn 12.2,3
    4 Gn 1.21; 2.1; Sl 8.3-8
    5 At 17.26-29; 1Jo 1.3,6,9
    6 Jr 9.23,24; Mq 6.8; Mt 6.33; Jo 14.23; Rm 8.38,39
    7 Jo 1.4-13; 17.3; Ec 5.14,17; 1Tm 2.5; J19.25,26; Jr 31.3; At 5.29; Ez 18.20; Dn 12.2; Mt 25.32,46; Jo 5.29; 1Co 15; 1Ts 4.16,17; Ap 20.11-15

    IV- O Pecado

    No princípio o homem vivia em estado de inocência e mantinha perfeita comunhão com Deus.1 Mas, cedendo à tentação de Satanás, num ato livre de desobediência contra seu Criador, o homem caiu no pecado e assim perdeu a comunhão com Deus e dele ficou separado.2 Em consequência da queda de nossos primeiros pais, todos somos, por natureza, pecadores e inclinados à prática do mal.3 Todo pecado é cometido contra Deus, sua pessoa, sua vontade e sua lei.4 Mas o mal praticado pelo homem atinge também o seu próximo.5 O pecado maior consiste em não crer na pessoa de Jesus Cristo, o Filho de Deus, como salvador pessoal.6 Como resultado do pecado, da incredulidade e da desobediência do homem contra Deus, ele está sujeito à morte e à condenação eterna, além de se tornar inimigo do próximo e da própria criação de Deus.7 Separado de Deus, o homem é absolutamente incapaz de salvar-se a si mesmo e assim depende da graça de Deus para ser salvo.8

    1 Gn 2.15-17; 3.8-10; Ec 7.29
    2 Gn 3; Rm 5.12-19; Ef 2.12; Rm 3.23
    3 Gn 3.12; Rm 5.12; Sl 51.5;  Is 53.6; Jr 17.5; Rm 1.18-27; 3.10-19; 7.14-25; Gl 3.22; Ef 2.1-3
    4 Sl 51.4; Mt 6.14; Rm 8.7-22
    5 Mt 6.14,15; 18.21-35; 1Co 8.12; Tg 5.16
    6 Jo 3.36; 16.9; 1Jo 5.10-12
    7 Rm 5.12-19; 6.23; Ef 2.5; Gn 3.18; Rm 8.22
    8 Rm 3.20; Gl 3.10,11; Ef 2.8,9


    V- Salvação

    A salvação é outorgada por Deus pela sua graça, mediante arrependimento do pecador e da sua fé em Jesus Cristo como único Salvador e Senhor.1 O preço da redenção eterna do crente foi pago de uma vez por Jesus Cristo, pelo derramamento do seu sangue na cruz.2 A salvação é individual e significa a redenção do homem na inteireza do seu ser.3 É um dom gratuito que Deus oferece a todos os homens e que compreende a regeneração, a justificação, a santificação e a glorificação.4

    1 Sl 37.39; Is 55.5; Sf 3.17; Tt 2.9-11; Ef 2.8,9; At 15.11; 4.12
    2 Is 53.4-6; 1Pe 1.18-25; 1Co 6.20; Ef 1.7; Ap 5.7-10
    3 Mt 16.24; Rm 10.13; 1Ts 5.23,24; Rm 5.10
    4 Rm 6.23; Hb 2.1-4; Jo 3.14; 1Co 1.30; At 11.18

    A regeneração é o ato inicial da salvação em que Deus faz nascer de novo o pecador perdido, dele fazendo uma nova criatura em Cristo. É obra do Espírito Santo em que o pecador recebe o perdão, a justificação, a adoção como filho de Deus, a vida eterna e o dom do Espírito Santo. Nesse ato o novo crente é batizado no Espírito Santo, é por ele selado para o dia da redenção final e é liberto do castigo eterno dos seus pecados.1 Há duas condições para o pecador ser regenerado: arrependimento e fé. O arrependimento implica mudança radical do homem interior, por força do que ele se afasta do pecado e se volta para Deus. A fé é a confiança e aceitação de Jesus Cristo como Salvador e a total entrega da personalidade a ele por parte do pecador.2 Nessa experiência de conversão o homem perdido é reconciliado com Deus, que lhe concede perdão, justiça e paz.3

    1 Dt 30.6; Ez 36.26; Jo 3.3-5; 1Pe 1.3; 2Co 5.17; Ef 4.20-24
    2 Tt 3.5; Rm 8.2; Jo 1.11-13; Ef 4.32; At 11.17
    3 2Co 1.21,22; Ef 4.30; Rm 8.1; 6.22

    A justificação, que ocorre simultaneamente com a regeneração, é o ato pelo qual Deus, considerando os méritos do sacrifício de Cristo, absorve, no perdão, o homem de seus pecados e o declara justo, capacitando-o para uma vida de retidão diante de Deus e de correção diante dos homens.1 Essa graça é concedida não por causa de quaisquer obras meritóritas praticadas pelo homem mas por meio de sua fé em Cristo.2

    1 Is 53.11; Rm 8.33; 3.24
    2 Rm 5.1; At 3.19; Mt 9.6; 2Co 5.21; 1Co 1.30

    A santificação é o processo que, principiando na regeneração, leva o homem à realização dos propósitos de Deus para sua vida e o habilita a progredir em busca da perfeição moral e espiritual de Jesus Cristo, mediante a presença e o poder do Espírito Santo que nele habita.1 Ela ocorre na medida da dedicação do crente e se manifesta através de um caráter marcado pela presença e pelo fruto do Espírito, bem como por uma vida de testemunho fiel e serviço consagrado a Deus e ao próximo.2

    1 Jo 17.17; 1Ts 4.3; 5.23; 4.7
    2 Pv 4.18; Rm 12.1,2; Fp 2.12,13; 2Co 7.1; 3.18; Hb 12.14; Rm 6.19; Gl 5.22; Fp.1.9-11

    A glorificação é o ponto culminante da obra da salvação.1 É o estado final, permanente, da felicidade dos que são redimidos pelo sangue de Cristo.2

    1 Rm 8.30; 2Pe 1.10,11; 1Jo 3.2; Fp 3.12; Hb 6.11
    2 1Co 13.12; 1Ts 2.12; Ap 21.3,4


    VI- Eleição

    Eleição é a escolha feita por Deus, em Cristo, desde a eternidade, de pessoas para a vida eterna, não por qualquer mérito, mas segundo a riqueza da sua graça.1 Antes da criação do mundo, Deus, no exercício da sua soberania divina e à luz de sua presciência de todas as coisas, elegeu, chamou, predestinou, justificou e glorificou aqueles que, no correr dos tempos, aceitariam livremente o dom da salvação.2 Ainda que baseada na soberania de Deus, essa eleição está em perfeita consonância com o livre-arbítrio de cada um e de todos os homens.3 A salvação do crente é eterna. Os salvos perseveram em Cristo e estão guardados pelo poder de Deus.4 Nenhuma força ou circunstância tem poder para separar o crente do amor de Deus em Cristo Jesus.5 O novo nascimento, o perdão, a justificação, a adoção como filhos de Deus, a eleição e o dom do Espírito Santo asseguram aos salvos a permanência na graça da salvação.6

    1 Gn 12.1-3; Ex 19.5,6; Ez 36.22,23,32; 1Pe 1.2; Rm 9.22-24; 1Ts 1.4
    2 Rm 8.28-30; Ef 1.3-14; 2Ts 2.13,14
    3 Dt 30.15-20; Jo 15.16; Rm 8.35-39; 1Pe 5.10
    4 Jo 3.16,36; Jo 10.28,29; 1Jo 2.19
    5 Mt 24.13; Rm 8.35-39
    6 Jo 10.28; Rm 8.35-39; Jd 24

    VII- Reino de Deus

    O reino de Deus é o domínio soberano e universal de Deus e é eterno.1 É também o domínio de Deus no coração dos homens que, voluntariamente, a ele se submetem pela fé, aceitando-o como Senhor e Rei. É, assim, o reino invisível nos corações regenerados que opera no mundo e se manifesta pelo testemunho dos seus súditos.2 A consumação do reino ocorrerá com a volta de Jesus Cristo, em data que só Deus conhece, quando o mal será completamente vencido e surgirão o novo céu e a nova terra para a eterna habitação dos remidos com Deus.3

    1 Dn 2.37-44; Is 9.6,7
    2 Mt 4.17; Lc 17.20; 4.43; Jo 18.36; 3.3-5
    3 Mt 25.31-46; 1Co 15.24; Ap 11.15


    VIII- Igreja

    Igreja é uma congregação local de pessoas regeneradas e batizadas após profissão de fé. É nesse sentido que a palavra “igreja” é empregada no maior número de vezes nos livros do Novo Testamento.1 Tais congregações são constituídas por livre vontade dessas pessoas com finalidade de prestarem culto a Deus, observarem as ordenanças de Jesus, meditarem nos ensinamentos da Bíblia para a edificação mútua e para a propagação do evangelho.2 As igrejas neotestamentárias são autônomas, têm governo democrático, praticam a disciplina e se regem em todas as questões espirituais e doutrinárias exclusivamente pelas palavras de Deus, sob a orientação do Espírito Santo.3 Há nas igrejas, segundo as Escrituras, duas espécies de oficiais: pastores e diáconos. As igrejas devem relacionar-se com as demais igrejas da mesma fé e ordem e cooperar, voluntariamente, nas atividades do reino de Deus. O relacionamento com outras entidades, quer seja de natureza eclesiástica ou outra, não deve envolver a violação da consciência ou o comprometimento da lealdade a Cristo e sua palavra. Cada igreja é um templo do Espírito Santo.4 Há também no Novo Testamento um outro sentido da palavra “igreja”, em que ela aparece como a reunião universal dos remidos de todos os tempos, estabelecida por Jesus Cristo e sobre ele edificada, constituindo-se no corpo espiritual do Senhor, do qual ele mesmo é a cabeça. Sua unidade é de natureza espiritual e se expressa pelo amor fraternal, pela harmonia e cooperação voluntária na realização dos propósitos comuns do reino de Deus.5

    1 Mt 18.17; At 5.11; 20.17-28; 1Co 4.17
    2 At 2.41,42
    3 Mt 18.15-17
    4 At 20.17,28; Tt 1.5-9; 1Tm 3.1-13
    5 Mt 16.18; Cl 1.18; Hb 12.22-24; Ef 1.22,23

    IX- O Batismo e a Ceia do Senhor

    O batismo e a ceia do Senhor são as duas ordenanças da igreja estabelecidas pelo próprio Jesus Cristo, sendo ambas de natureza simbólica.1 O batismo consiste na imersão do crente em água, após sua pública profissão de fé em Jesus Cristo como Salvador único, suficiente e pessoal.2 Simboliza a morte e sepultamento do velho homem e a ressurreição para uma nova vida em identificação com a morte, sepultamento e ressurreição do Senhor Jesus Cristo e também prenúncio da ressurreição dos remidos.3
    O batismo, que é condição para ser membro de uma igreja, deve ser ministrado sob a invocação do nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.4 A ceia do Senhor é uma cerimônia da igreja reunida, comemorativa e proclamadora da morte do Senhor Jesus Cristo, simbolizada por meio dos elementos utilizados: O pão e o vinho.5 Nesse memorial o pão representa seu corpo dado por nós no Calvário e o vinho simboliza o seu sangue derramado.6 A ceia do Senhor deve ser celebrada pelas igrejas até a volta de Cristo e sua celebração pressupõe o batismo bíblico e o cuidadoso exame íntimo dos participantes.7

    1 Mt 3.5,6,13-17; Jo 3.22,23; 4.1,2; 1Co 11.20,23-30
    2 At 2.41,42; 8.12,36-39; 10.47,48
    3 Rm 6.3-5; Gl 3.27; Cl 2.12
    4 Mt 28.19; At 2.38,41,42; 10.48
    5, 6 Mt 26.26-29; 1Co 10.16,17-21; 11.23-29
    7 Mt 26.29; 1Co 11.26-28; At 2.42; 20.4-8


    X- O Dia do Senhor

    O domingo, dia do Senhor, é o dia do descanso cristão satisfazendo plenamente a exigência divina e a necessidade humana de um dia em sete para o repouso do corpo e do espírito.1 Com o advento do Cristianismo, o primeiro dia da semana passou a ser o dia do Senhor, em virtude de haver Jesus ressuscitado neste dia.2 Deve ser para os cristãos um dia de real repouso em que - pela frequência aos cultos nas igrejas e pelo maior tempo dedicado à oração, à leitura bíblica e outras atividades religiosas - eles estarão se preparando para “aquele descanso que resta para o povo de Deus”.3 Nesse dia os cristãos devem abster-se de todo trabalho secular, excetuando aquele que seja imprescindível e indispensável à vida da comunidade. Devem também abster-se de recreações que desviem a atenção das atividades espirituais.4

    1 Gn 2.3; Ex 20.8-11; Is 58.13-14
    2 Jo 20.1,19,26; At 20.7; Ap 1.10
    3 Hb 4.9-11; Ap 14.12,13
    4 Ex 20.8-11; Jr 17.21,22,27; Ez 22.8

    XI- Ministério da Palavra

    Todos os crentes foram chamados por Deus para a salvação, para o serviço cristão, para testemunhar de Jesus Cristo e promover o seu reino, na medida dos talentos e dos dons concedidos pelo Espírito Santo.1 Entretanto, Deus escolhe, chama e separa certos homens, de maneira especial para o serviço distinto, definido e singular do ministério da sua Palavra.2 O pregador da Palavra é um porta-voz de Deus entre os homens.3 Cabe-lhe missão semelhante àquela realizada pelos profetas do Velho Testamento e pelos apóstolos do Novo Testamento, tendo o próprio Jesus como exemplo e padrão supremo.4 A obra do porta-voz de Deus tem finalidade dupla: a de proclamar as Boas Novas aos perdidos e a de apascentar os salvos.5 Quando um homem convertido dá evidências de ter sido chamado e separado por Deus para esse ministério, e de possuir as qualificações estipuladas nas Escrituras para o seu exercício, cabe à igreja local a responsabilidade de separá-lo, formal e publicamente, em reconhecimento da vocação divina já existente e verificada em sua experiência cristã.6 Esse ato solene de consagração é consumado quando os membros de um presbitério ou concílio de pastores, convocados pela igreja, impõe as mãos sobre o vocacionado.7 O ministro da Palavra deve dedicar-se totalmente à obra para a qual foi chamado, dependendo em tudo do próprio Deus.8 O pregador do Evangelho deve viver do Evangelho.9 Às igrejas cabe a responsabilidade de cuidar e sustentar adequada e dignamente seus pastores.10

    1 Mt 28.19,20; At 1.8; Rm 1.6,7; 8.28-30; Ef 4.1,4; 2Tm 1.9; Hb 9.15; 1Pe 1.15; Ap 17.14
    2 Mc 3.13,14; Lc 1.2; At 6.1-4; 13.2,3; 26.16-18; Rm 1.1; 1Co 12.28; 2Co 2.17; Gl 1.15-17
    3 Ex 4.11,12; Is 6.5-9; Jr 1.5-10; At 20.24-28
    4 At 26.19,20; Jo 13.12-15; Ef 4.11-17
    5 Mt 28.19,20; Jo 21.15-17; At 20.24-28; 1Co 1.21; Ef 4.12-16
    6 At 13.1-3; 1Tm 3.1-7
    7 At 13.3; 1Tm 4.14
    8 At 6.1-4; 1Tm 4.11-16; 2Tm 2.3,4; 4.2,5; 1Pe 5.1-3
    9 Mt 10.9,10; Lc 10.7; 1Co 9.13,14; 1Tm 5.17,18
    10 2Co 8.1-7; Gl 6.6; Fp 4.14-18


    XII- Mordomia

    Mordomia é a doutrina bíblica que reconhece Deus como Criador, Senhor e Dono de todas as coisas.1 Todas as bênçãos temporais e espirituais procedem de Deus e por isso os homens devem a ele o que são e possuem e, também, o sustento.2 O crente pertence a Deus porque Deus o criou e o remiu em Jesus Cristo.3 Pertencendo a Deus, o crente é mordomo ou administrador da vida, das aptidões, do tempo, dos bens, da influência, das oportunidades, dos recursos naturais e de tudo o que Deus lhe confia em seu infinito amor, providência e sabedoria.4 Cabe ao crente o dever de viver e comunicar ao mundo o Evangelho que recebeu de Deus.5 As Escrituras Sagradas ensinam que o plano específico de Deus para o sustento financeiro de sua causa consiste na entrega pelos crentes de dízimos e ofertas alçadas.6 Devem eles trazer à igreja sua contribuição sistemática e proporcional com alegria e liberdade, para o sustento do ministério, das obras de evangelização, beneficência e outras.7

    1 Gn 1.1; 14.17-20; Sl 24.1; Ec 11.9; 1Co 10.26
    2 Gn 14.20; Dt 8.18; 1Cr 29.14-16; Tg 1.17; 2Co 8.5
    3 Gn 1.27; At 17.28; 1Co 6.19,20; Tg 1.21; 1Pe 1.18-21
    4 Mt 25.14-30; 31.46
    5 Rm 1.14; 1Co 9.16; Fp 2.16
    6 Gn 14.20; Lv 27.30; Pv 3.9,10; Ml 3.8-12; Mt 23.23
    7 At 11.27-30; 1Co 8.1-3; 2Co 8.1-15; Fp 4.10-18

    XIII- Evangelização e Missões

    A missão primordial do povo de Deus é a evangelização do mundo, visando à reconciliação do homem com Deus.1 É dever de todo discípulo de Jesus Cristo e de todas as igrejas proclamar, pelo exemplo e pelas palavras, a realidade do Evangelho, procurando fazer novos discípulos de Jesus Cristo em todas as nações, cabendo às igrejas batizá-los a observar todas as coisas que Jesus ordenou.2 A responsabilidade da evangelização estende-se até aos confins da terra e por isso as igrejas devem promover a obra de missões, rogando sempre ao Senhor que envie obreiros para a sua seara.3

    1 Mt 28.19,20; Jo 17.20; At 1.8; 13.2,3
    2 Mt 28.18-20; Lc 24.46-49; Jo 17.20
    3 Mt 28.19; At 1.8; Rm 10.13-15


    XIV- Educação Religiosa

    O ministério docente da igreja, sob a égide do Espírito Santo, compreende o relacionamento de Mestre e discípulo, entre Jesus Cristo e o crente.1 A palavra de Deus é o conteúdo essencial e fundamental nesse processo e no programa de aprendizagem cristã.2 O programa de educação religiosa nas igrejas é necessário para a instrução e desenvolvimento de seus membros, a fim de “crescerem em tudo naquele que é a cabeça, Cristo”. Às igrejas cabe cuidar do doutrinamento adequado dos crentes, visando à sua formação e desenvolvimento espiritual, moral e eclesiástico, bem como motivação e capacitação sua para o serviço cristão e o desempenho de suas tarefas no cumprimento da missão da igreja no mundo.3

    1 Mt 11.29,30; Jo 13.14-17
    2 Jo 14.26; 1Co 3.1,2; 2Tm 2.15
    3 Sl 119; 2Tm 3.16,17; Cl 1.28; Mt 28.19,20

    XV- Liberdade Religiosa

    Deus e somente Deus é o Senhor da consciência.1 A liberdade religiosa é um dos direitos fundamentais do homem, inerente à sua natureza moral e espiritual.2 Por força dessa natureza, a liberdade religiosa não deve sofrer ingerência de qualquer poder humano.3 Cada pessoa tem o direito de cultuar a Deus, segundo os ditames de sua consciência, livre de coações de qualquer espécie.4 A igreja e o Estado devem estar separados por serem diferentes em sua natureza, objetivos e funções.5 É dever do Estado garantir o pleno gozo e exercício da liberdade religiosa, sem favorecimento a qualquer grupo ou credo.6 O Estado deve ser leigo e a Igreja livre. Reconhecendo que o governo do Estado é de ordenação divina para o bem-estar dos cidadãos e a ordem justa da sociedade, é dever dos crentes orar pelas autoridades, bem como respeitar e obedecer às leis e honrar os poderes constituídos, exceto naquilo que se oponha à vontade e à lei de Deus.7

    1 Gn 1.27; 2.7; Sl 9.7-8; Mt 10.28; 23.10; Rm 14.4-9,13; Tg 4.12
    2 Js 24.15; 1Pe 2.15,16; Lc 20.25
    3 Dn 3.15-18; Lc 20.25; At 4.9-20; 5.29
    4 Dn 3.16-18; 6; At 19.35-41
    5 Mt 22.21; Rm 13.1-7
    6 At 19.34-41
    7 Dn 3.16-18; 6.7-10; Mt 17.27; At 4.18-20; 5.29; Rm 13.1-7; 1Tm 2.1-3


    XVI- Ordem Social

    Como o sal da terra e a luz do mundo, o cristão tem o dever de participar em todo esforço que tende ao bem comum da sociedade em que vive.1 Entretanto, o maior benefício que pode prestar é anunciar a mensagem do Evangelho; o bem-estar social e o estabelecimento da justiça entre os homens dependem basicamente da regeneração de cada pessoa e da prática dos princípios do Evangelho na vida individual e coletiva.2 Todavia, como cristãos, devemos estender a mão de ajuda aos órfãos, às viúvas, aos anciãos, aos enfermos e a outros necessitados, bem como a todos aqueles que forem vítimas de quaisquer injustiça e opressões.3 Isso faremos no espírito de amor, jamais apelando para quaisquer meios de violência ou discordantes das normas de vida expostas no Novo Testamento.4

    1 Mt 5.13-16; Jo 12.35-36; Fp 2.15
    2 Mt 6.33; Mc 6.37; Lc 10.29-37
    3 Ex 22.21,22; Sl 82.3,4; Ec 11.1,2
    4 Is 1.16-20; Mq 6.8; Mt 5.9

    XVII- Família

    A família, criada por Deus para o bem do homem, é a primeira instituição da sociedade. Sua base é o casamento monogâmico e duradouro, por toda a vida, só podendo ser desfeito pela morte ou pela infidelidade conjugal.1 O propósito imediato da família é glorificar a Deus e prover a satisfação das necessidades humanas de comunhão, educação, companheirismo, segurança, preservação da espécie e bem assim o perfeito ajustamento da pessoa humana em todas as suas dimensões.2 Caída em virtude do pecado, Deus provê para ela, mediante a fé em Cristo, a bênção da salvação temporal e eterna, e quando salva poderá cumprir seus fins temporais e promover a glória de Deus.3

    1 Gn 1.7; Js 24.15; 1Rs 2.1-3; Ml 2.10
    2 Gn 1.28; Sl 127.1-5; Ec 4.9-13
    3 At 16.31,34



    XVIII- Morte

    Todos os homens são marcados pela finitude, de vez que, em consequência do pecado, a morte se estende a todos.1 A Palavra de Deus assegura a continuidade da consciência e da identidade pessoais após a morte, bem como a necessidade de todos os homens aceitarem a graça de Deus em Cristo enquanto estão neste mundo.2 Com a morte está definido o destino eterno de cada homem.3 Pela fé nos méritos do sacrifício substitutivo de Cristo na cruz, a morte do crente deixa de ser tragédia, pois ela o transporta para um estado de completa e constante felicidade na presença de Deus. A esse estado de felicidade as Escrituras chamam “dormir no Senhor”.4 Os incrédulos e impenitentes entram, a partir da morte, num estado de separação definitiva de Deus.5 Na Palavra de Deus encontramos claramente expressa a proibição divina da busca de contato com os mortos, bem como a negação da eficácia de atos religiosos com relação aos que já morreram.6

    1 Rm 5.12; 1Co 15.21-26; Hb 9.27; Tg 4.14
    2 Lc 16.19-31; Hb 9.27
    3 Lc 16.19-31; 23.39-46; Hb 9.27
    4 Rm 5.6-11; 14.7-9; 1Co 15.18-20; 2Co 5.14,15; Fp 1.21-23; 1Ts 4.13-17; 2Tm 2.11
    5 Lc 16.19-31; Jo 5.28,29
    6 Ex 22.18; Lv 19.31; 20.6,27; Dt 18.10; 1Cr 10.13; Is 8.19; Jo 3.18

    XIX- Justos e Ímpios

    Deus, no exercício de sua sabedoria, está conduzindo o mundo e a história a seu termo final.1 Em cumprimento à sua promessa, Jesus Cristo voltará a este mundo, pessoal e visivelmente, em grande poder e glória.2 Os mortos em Cristo serão ressuscitados, arrebatados e se unirão ao Senhor.3 Os mortos sem Cristo também serão ressuscitados.4 Conquanto os crentes já estejam justificados pela fé, todos os homens comparecerão perante o tribunal de Jesus Cristo para serem julgados, cada um segundo suas obras, pois através destas é que se manifestam os frutos da fé ou os da incredulidade.5 Os ímpios condenados e destinados ao inferno lá sofrerão o castigo eterno, separados de Deus.6 Os justos, com os corpos glorificados, receberão seus galardões e habitarão para sempre no céu como o Senhor.7

    1 Mt 13.39,40; 28.20; At 3.21; 1Co 15.24-28; Ef 1.10
    2 Mt 16.27; Mc 8.38; Lc 17.24; 21.27; At 1.11; 1Ts 4.16; 1Tm 6.14,15; 2Tm 4.1,8
    3 Dn 12.2,3; Jo 5.28,29; Rm 8.23; 1Co 15.12-58; Fp 3.20; Cl 3.4
    4 Dn 12.2; Jo 5.28,29; At 24.15; 1Co 15.12-24
    5 Mt 13.49,50; At 10.42; 1Co 4.5; 2Co 5.10; 2Tm 4.1; Hb 9.27; 2Pe 2.9
    6 Dn 12.2,3; Mt 16.27; Mc 9.43-48; Lc 16.26-31; Jo 5.28,29; Rm 6.22,23
    7 Dn 12.2,3; Mt 16.27; 25.31-40; Lc 14.14; 16.22,23; Jo 5.28,29; 14.1-3; Rm 6.22,23; 1Co 15.42-44; Ap 22.11,12

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